Além das 43 unidades do Sesc SP, a programação extramuros é realizada em locais acessíveis ao público, ultrapassando a rede de usuários credenciados. O megaevento tem como objetivo garantir que o maior número possível de pessoas possa desfrutá-lo, incluindo encontros com atletas olímpicos e paralímpicos.
Gabrielzinho
Ao lado do Vale do Anhangabaú e da Praça da Sé, endereços que geralmente funcionam como espaços de difusão das artes agora ganham mais uma finalidade, com a iniciativa. No Theatro Municipal, o nadador paralímpico Gabriel Geraldo dos Santos Araújo, mais conhecido como Gabrielzinho, compartilhará, na próxima quinta-feira (8), sua rotina de treinamentos, aprimoramento de técnicas e sua trajetória até a profissionalização, abordando princípios como a acessibilidade no esporte. Nascido com focomelia, condição de malformação de braços e pernas, o mineiro teve seu primeiro contato com a natação ainda na escola, incentivado por um professor de educação física, e já conquistou cinco medalhas de ouro e uma de prata nos Jogos Paralímpicos.
Esgrima
O Museu Catavento, dedicado à ciência e tecnologia, também passará por uma transformação entre os dias 13 e 17 de janeiro, substituindo o mundo da física dos planetas pelo universo das armas. Durante esse tempo, o museu acolhe visitantes interessados em aprender mais sobre a esgrima, esporte olímpico no qual os competidores se enfrentam com uma espada, florete ou sabre. Apesar de a modalidade ter sido integrada à rotina militar e convertida em esporte nos séculos 14 ou 15 na Alemanha e Itália, práticas similares já eram documentadas na África, particularmente no Egito Antigo, muito antes, em 1190 a.C.
Petrúcio Ferreira e Verônica Hipólito (atletismo paralímpico), Amorinha, Felipe Nunes, Ítalo Romano e Ceguinho SK8 (skate paralímpico), Alana Maldonado (judô paralímpico), Gabrielzinho e Maria Carolina Santiago (natação paralímpica), Bruna Alexandre, Danielle Rauen, Jennyfer Parinos, Marliane Santos e Cadu Moraes (tênis de mesa paralímpico) e Maurício Pomme (tênis paralímpico) são alguns dos atletas que representam ou já representaram o Brasil nos Jogos Paralímpicos. Os paulistas também terão a oportunidade de aprender mais sobre a trajetória de atletas profissionais em categorias menos conhecidas, como o arremesso de peso paralímpico e o salto em distância paralímpico, esportes praticados por Beth Gomes e Silvânia Costa, respectivamente.
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