PF apresentou relatório a respeito da suspeição de um ministro no caso Master
Na manhã desta quinta-feira (12), o gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu uma nova declaração esclarecendo a sociedade do magistrado em uma empresa que vendeu uma participação em um resort no Paraná para fundos associados ao banco Master.
Toffoli é o relator do inquérito que investiga fraudes financeiras no Master, especialmente em relação à venda da instituição ao banco BRB, cujo principal acionista é o governo do Distrito Federal. A operação foi impedida pelo Banco Central.
Após a divulgação do relatório da Polícia Federal (PF), que menciona Toffoli em conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Master e principal investigado no caso, o ministro se pronunciou pela primeira vez sobre as alegações envolvendo a participação da empresa de sua família no resort Tayaya, localizado em Ribeirão Claro (PR). O presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, recebeu o documento e notificou Toffoli para se manifestar.
Na nota divulgada nesta quinta-feira (12), o gabinete de Toffoli declara que o ministro é sócio de uma empresa familiar chamada Maridt, da qual seus irmãos e outros parentes também são sócios. O texto afirma que, de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, o ministro "pode fazer parte do quadro societário de empresas e receber dividendos, sendo-lhe apenas proibido exercer atos de gestão na condição de administrador".
Na nota divulgada nesta quinta-feira (12), o gabinete de Toffoli declara que o ministro é sócio de uma empresa familiar chamada Maridt, da qual seus irmãos e outros parentes também são sócios. O texto afirma que, de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, o ministro "pode fazer parte do quadro societário de empresas e receber dividendos, sendo-lhe apenas proibido exercer atos de gestão na condição de administrador".
Além disso, o texto afirma que a participação da Maridt no resort Tayaya foi negociada em duas fases: uma parte foi vendida para um fundo denominado Arllen em 27 de setembro de 2021, e outra parte foi vendida para a empresa PHD Holding em 21 de fevereiro de 2025. De acordo com o gabinete, todas as informações foram comunicadas à Receita Federal.
Além disso, a nota ressalta que o inquérito sobre o Master chegou ao gabinete em novembro do ano passado, período em que Maridt já não estava mais envolvido com o Tayaya. O texto termina afirmando que Toffoli “nunca teve qualquer relação de amizade, e muito menos amizade íntima, com o investigado Daniel Vorcaro. Por último, o Ministro afirma que nunca recebeu qualquer quantia de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel.
Além disso, a nota ressalta que o inquérito sobre o Master chegou ao gabinete em novembro do ano passado, período em que Maridt já não estava mais envolvido com o Tayaya. O texto termina afirmando que Toffoli “nunca teve qualquer relação de amizade, e muito menos amizade íntima, com o investigado Daniel Vorcaro. Por último, o Ministro afirma que nunca recebeu qualquer quantia de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel.
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Relatório
O relatório da PF, que aponta a possível suspeição de Toffoli no caso Master, foi apresentado ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, em 9 de fevereiro. Fachin notificou Toffoli para se pronunciar.
Em uma nota divulgada na noite de quarta-feira (11), o gabinete de Toffoli declarou que um pedido de suspeição apresentado pela PF “se baseia em ilações” e que a instituição não possui autoridade para solicitar a suspeição de magistrados. De acordo com o texto, Fachin receberá as explicações.
O relatório, que foi divulgado pela imprensa, contém menções a Toffoli em diálogos entre Vorcaro e seu cunhado, Fábio Zettel, que atuaria como contador não oficial do banqueiro. As conversas estariam ligadas ao resort Tayaya.
Desde que foi divulgada uma viagem realizada por ele em um jatinho particular, no qual se encontrava o advogado de um dos investigados, em dezembro passado, Toffoli vem enfrentando pressão e questionamentos a respeito de sua relatoria do caso Master.
Desde que foi divulgada uma viagem realizada por ele em um jatinho particular, no qual se encontrava o advogado de um dos investigados, em dezembro passado, Toffoli vem enfrentando pressão e questionamentos a respeito de sua relatoria do caso Master.
Decisões consideradas atípicas levantaram mais questionamentos sobre a condução do caso pelo ministro. Em um desses casos, por exemplo, Toffoli decidiu que as evidências coletadas em uma das etapas da Operação Compliance Zero deveriam ser enviadas diretamente ao Supremo, antes mesmo de serem submetidas à perícia da PF. Posteriormente, ele recuou, mesmo após insistir na seleção dos peritos encarregados.
Posteriormente, o ministro começou a enfrentar pressão também com a divulgação do acordo que envolvia a venda da participação de sua família no Tayaya para fundos associados a Vorcaro.
Posteriormente, o ministro começou a enfrentar pressão também com a divulgação do acordo que envolvia a venda da participação de sua família no Tayaya para fundos associados a Vorcaro.
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