O segundo dia de diálogos reúne delegações em grupos de trabalho, enquanto representantes americanos falam em "avanços significativos". Os combates prosseguem e as trocas de acusações marcam o processo
Na quarta-feira (18), em Genebra, teve início o segundo dia de negociações de paz entre representantes da Ucrânia e da Rússia, com mediação dos Estados Unidos. O principal emissário americano ressaltou na terça-feira que houve “avanços significativos” para pôr fim ao conflito mais violento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
As conversações constituem a mais recente tentativa diplomática de pôr fim aos combates. O conflito, que começou em fevereiro de 2022, resultou em centenas de milhares de mortes, forçou milhões de pessoas a se deslocarem e causou devastação em grande parte do leste e sul da Ucrânia.
As negociações foram retomadas nesta quarta-feira, com a formação de “grupos de trabalho” que discutem os aspectos político e militar, conforme ressaltou o líder da delegação ucraniana, Rustem Umierov, em sua conta na rede social X. O reinício das negociações foi confirmado por um porta-voz da delegação russa em Genebra.
O governo dos Estados Unidos está pressionando para encerrar a guerra, que completará quatro anos na próxima semana, mas não consegue intermediar um acordo entre Moscou e Kiev em relação à questão territorial.
O governo dos Estados Unidos está pressionando para encerrar a guerra, que completará quatro anos na próxima semana, mas não consegue intermediar um acordo entre Moscou e Kiev em relação à questão territorial.
As duas rodadas anteriores de negociações em Abu Dhabi, também mediadas pelos Estados Unidos, não resultaram em progressos.
No entanto, Steve Witkoff, enviado americano que representa o governo de Donald Trump nas negociações na Suíça, declarou que os esforços diplomáticos do presidente republicano constituíram um avanço em sua busca para pôr fim ao conflito.
"O sucesso do presidente Trump em unir as duas partes deste conflito trouxe avanços importantes, e temos orgulho de atuar sob sua liderança para acabar com as mortes nesse terrível conflito", escreveu no X, sem fornecer detalhes.
No entanto, Steve Witkoff, enviado americano que representa o governo de Donald Trump nas negociações na Suíça, declarou que os esforços diplomáticos do presidente republicano constituíram um avanço em sua busca para pôr fim ao conflito.
"O sucesso do presidente Trump em unir as duas partes deste conflito trouxe avanços importantes, e temos orgulho de atuar sob sua liderança para acabar com as mortes nesse terrível conflito", escreveu no X, sem fornecer detalhes.
Na linha de frente, os combates continuam. A Força Aérea de Kiev denunciou nesta quarta-feira que, na noite anterior ao novo dia de negociações, a Rússia disparou um míssil balístico e 126 drones contra a Ucrânia. Também declarou que mais de 100 foram abatidos.
Na terça-feira, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, indagou se Moscou está comprometida com as negociações de paz, ao passo que seu governo está pronto para “avançar rapidamente para um acordo justo para pôr fim ao conflito”.
Na terça-feira, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, indagou se Moscou está comprometida com as negociações de paz, ao passo que seu governo está pronto para “avançar rapidamente para um acordo justo para pôr fim ao conflito”.
Tensão
Uma fonte próxima à delegação russa, que pediu anonimato, informou à AFP que o primeiro dia de conversações em Genebra, na terça-feira, “durou seis horas e foi muito tenso“.
Vladimir Medinski, nacionalista e ex-ministro da Cultura, atua como principal negociador do Kremlin.
Umierov expressou gratidão a Washington pela mediação e afirmou que havia comunicado aos aliados europeus os desfechos da primeira rodada de conversas, que, segundo ele, focaram-se em “questões práticas e nos mecanismos de possíveis soluções” para o conflito.
Vladimir Medinski, nacionalista e ex-ministro da Cultura, atua como principal negociador do Kremlin.
Umierov expressou gratidão a Washington pela mediação e afirmou que havia comunicado aos aliados europeus os desfechos da primeira rodada de conversas, que, segundo ele, focaram-se em “questões práticas e nos mecanismos de possíveis soluções” para o conflito.
Na segunda-feira, Trump pressionou Kiev a fazer um acordo, afirmando que “é melhor que se sentem à mesa, e rápido”.
Na terça-feira, Zelensky afirmou ao portal Axios que não era “justo” que o republicano insistisse para a Ucrânia negociar um acordo. Ele afirmou que uma paz duradoura não será possível se a “vitória” for concedida à Rússia dessa forma.
Na terça-feira, Zelensky afirmou ao portal Axios que não era “justo” que o republicano insistisse para a Ucrânia negociar um acordo. Ele afirmou que uma paz duradoura não será possível se a “vitória” for concedida à Rússia dessa forma.
Pressão
A Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, abrangendo a Crimeia e as regiões que os separatistas respaldados por Moscou haviam ocupado antes da invasão de 2022.
Moscou exige o domínio completo da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, como condição para qualquer acordo, e já alertou que tomará a região à força caso as negociações não sejam bem-sucedidas.
De acordo com uma análise da AFP baseada em dados do Instituto para o Estudo da Guerra, as forças ucranianas registraram avanços significativos nos últimos dois anos e meio, recuperando 201 quilômetros quadrados na semana passada.
Moscou exige o domínio completo da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, como condição para qualquer acordo, e já alertou que tomará a região à força caso as negociações não sejam bem-sucedidas.
De acordo com uma análise da AFP baseada em dados do Instituto para o Estudo da Guerra, as forças ucranianas registraram avanços significativos nos últimos dois anos e meio, recuperando 201 quilômetros quadrados na semana passada.
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