Polícia confirma que PCC possui 12 áreas de atuação criminosa e está presente nas redes sociais

 A investigação do Departamento de Inteligência Policial revelou a estrutura organizacional atual da facção

Polícia Civil de São Paulo constatou que os braços do PCC respondem à chamada "Sintonia Final", a alta cúpula da facção cujo líder máximo é Marco Williams Herbas Camacho, o Marcola
FOTO / JORGE SANTOS/OESTE NOTÍCIAS

O Primeiro Comando da Capital (PCC) possui doze “sintonias” para gerenciar o crime e os criminosos tanto no Brasil quanto no exterior. Essa conclusão foi apresentada pelo Departamento de Inteligência Policial (Dipol) da Polícia Civil de São Paulo. Além disso, o órgão descobriu como é a nova estrutura organizacional da facção, que conta com uma centena de membros. O SBT News foi o responsável pela divulgação da informação.

As "sintonias" são divisões do PCC encarregadas de uma "missão" específica da facção. O Dipol reconheceu um novo segmento: "Internet e Redes Sociais".

De acordo com os investigadores, o grupo “administra as comunicações digitais, organizando a interação entre os membros por meio de aplicativos, redes sociais e e-mails criptografados”. O propósito dessa seção é assegurar a "segurança e discrição nas trocas de mensagens".

Além disso, esse setor seria responsável pela disseminação das ideias e princípios do grupo, “preservando a coesão ideológica e simbólica da facção, mesmo entre membros distantes”. A sintonia também supervisiona o uso das redes sociais, gerenciando “o que é compartilhado dentro do grupo, ou seja, acompanha postagens ou mensagens que possam comprometer a organização”.

Além disso, de acordo com o Dipol, o braço fornece aos membros da facção "suporte digital e de informação", atuando como "núcleo técnico e de comunicação". Segundo os investigadores, essa nova “sintonia” teria como líderes os detentos:

André Luiz de Souza, conhecido como Andrezinho;
Eduardo Fernandes Dias, também conhecido como Destino.
Eles responderiam diretamente à "Sintonia Final", o alto escalão da facção liderada por Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola.

O elenco da “Sintonia Final” inclui ainda outros 15 membros, entre eles:

Júlio Cesar Guedes de Moraes, conhecido como Julinho Carambola;
Rinaldo Teixeira dos Santos, conhecido como Funchal;
Cláudio Barbará da Silva, conhecido como Barbará.
Dos 15, apenas um não está detido. O indivíduo em questão é Adeilton Gonçalves da Silva, conhecido como Maranhão.


Existe também uma 13ª estrutura, conhecida como "Setor Raio-X", porém não possui a dimensão de uma "sintonia". A ala realiza a supervisão interna, atuando como uma espécie de Corregedoria do PCC, encarregada de auditar as contas de cada segmento da facção.

De acordo com o Dipol, o grupo teria sido formado para “inspecionar, investigar e avaliar o comportamento dos membros da organização”. De acordo com o organograma da facção, Gratuliano de Souza Lira, conhecido como Quadrado, seria o líder desse setor.


A "Sintonia do Sistema" está abaixo da "Sintonia Final". Esse setor representa um "nível estratégico da liderança do PCC, porém com atuação no interior do sistema prisional".
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